Capítulo 8 de 12
Nenhuma área de conhecimento do PMBOK® deixa de existir num projeto ágil — o que muda é ONDE a decisão é tomada (mais delegada à equipe) e QUANDO o detalhe é elaborado (just-in-time, iterativo, em vez de tudo antecipado).
| Área PMBOK® | O que muda em ambiente ágil |
|---|---|
| Integração | Membros da equipe, como especialistas de domínio local, decidem como planos/componentes se integram; papel do PM não muda de expectativa, mas delega controle de planejamento detalhado à equipe e foca em criar ambiente de decisão colaborativo. |
| Escopo | Menos tempo definindo/travando escopo no início; mais tempo no processo de descoberta e refinamento contínuo. Requisitos viram o backlog, redefinido ao longo do projeto via protótipos e feedback. |
| Cronograma | Ciclos curtos de trabalho→análise→adaptação; elaboração iterativa e sob demanda (baseada em extração/pull) em vez de cronograma detalhado único. Projetos grandes podem precisar de roadmaps de longo prazo combinando técnicas preditivas e adaptativas. |
| Custos | Projetos de alta incerteza usam estimativa de baixa complexidade (previsão rápida, alto nível) em vez de cálculo detalhado — estimativa detalhada fica reservada pro horizonte de curto prazo (just-in-time). |
| Qualidade | Passos de qualidade e revisão frequentes e integrados ao longo do projeto (não concentrados no fim); retrospectivas verificam eficácia dos processos de qualidade e decidem manter/ajustar/abandonar experimentos; lotes pequenos identificam problemas de qualidade cedo, quando o custo de mudança é menor. |
| Recursos | Equipes auto-organizáveis e colaborativas maximizam foco em projetos de alta variabilidade; planejamento de recursos físicos/humanos é menos previsível, exige acordos de suprimento rápido e práticas lean. |
| Comunicações | Acesso dinamizado à informação, checkpoints frequentes, agrupamento físico quando possível, artefatos publicados de forma transparente, revisões periódicas com partes interessadas. |
| Riscos | Revisões frequentes de incremento + equipes multifuncionais aceleram compartilhamento de conhecimento sobre risco; risco entra na seleção de conteúdo de cada iteração, não só numa análise inicial; requisitos ficam como "documento vivo" reprioritizado conforme a exposição a risco muda. |
| Aquisições | Fornecedores podem estender a equipe num modelo de risco/recompensa compartilhado; projetos grandes podem usar um acordo mestre de serviços (MSA) guarda-chuva com o trabalho adaptativo num apêndice/suplemento separado, isolando mudanças de escopo do contrato geral. |
| Partes interessadas | Engajamento direto (sem passar por camadas de gerência), processo co-criativo cliente-usuário-desenvolvedor, interações periódicas que mitigam risco e constroem confiança mais cedo; transparência agressiva (reuniões abertas, artefatos publicados) pra identificar desalinhamento rápido. |