Capítulo 11 de 12
Tailoring é tópico avançado: só faça depois de já ter tido sucesso com a abordagem ágil "de manual", e sempre em colaboração com quem vai ser afetado pela mudança — tailoring imposto de cima pra baixo tende a virar resistência, mesmo quando tecnicamente correto.
| Situação | Recomendação-chave |
|---|---|
| Equipes muito grandes | Reestruturar em múltiplos projetos/equipes menores, releases mais frequentes com menos funcionalidades, reduzir a equipe aos membros essenciais, ou usar gerenciamento de programa ágil/Lean e frameworks de escala (DA, SAFe, LeSS) só se o esforço realmente exigir. |
| Equipes distribuídas | Ferramentas de comunicação (mensagens, videoconferência, quadros eletrônicos); reuniões presenciais antecipadas pra construir confiança; check-ins em rodízio pra compensar a perda de linguagem corporal; menos sincronização de projeto inteiro, mais encontros pequenos (2-3 pessoas) frequentes entre fusos horários distantes. |
| Produtos críticos de segurança/regulados | Ágil ainda serve, mas com camadas extras de revisão de conformidade, documentação e certificação — documentação pode virar parte do "pronto" de uma funcionalidade. Abordagem híbrida combinando rigor regulatório com colaboração ágil (exemplo citado: sistemas de controle de voo, farmacêuticas). |
| Requisitos estáveis + execução repetível | Questione se ágil é de fato necessário — baixa incerteza/risco pode não justificar o conjunto completo de práticas ágeis; considere estender a duração dos ciclos se eles não estiverem revelando/refinando requisitos de verdade. |
| Equipes em silos funcionais | Peça multifuncionalidade primeiro sem esperar aval da gestão e observe o que acontece; se o sistema de incentivos recompensa performance por área funcional (não por produto/equipe), mude isso primeiro — as pessoas dificilmente vão contra sua própria remuneração. |
| Transparência gera medo | Lidere pelo exemplo, mostrando decisões abertamente (quadro de status/quadro branco) — transparência exige coragem e se constrói modelando o comportamento, não exigindo dos outros. |
| Time com pouco conhecimento técnico de domínio | Não basta declarar "vamos usar ágil" e deixar um time inexperiente se autogerenciar — pode precisar de direcionamento adicional até adquirir habilidade, e centros de competência ajudam a suprir conhecimento de domínio. |
| Falta de engajamento executivo | Ache terreno comum nas necessidades reais da organização; use experimentos e retrospectivas pra progredir aos poucos; considere explicar ágil em termos de pensamento Lean (ciclos curtos, lotes pequenos) em vez do vocabulário ágil puro. |
| Vocabulário ágil não se encaixa na cultura | Troque os termos, mantendo o significado — se "jogo de planejamento" soa pouco profissional pra organização, chame de "workshop de planejamento". O nome importa menos que a atividade. |